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o espaço que me é reservado
nesse pátio mundano
é comum
então só a noite e sua amplitude oculta
crava as balas que preciso
para provar que carne da mente causa
o que raro causa:
tudo no pouco que excede o comum
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domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
domingo, 6 de dezembro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
sábado, 7 de março de 2009
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porque o som da vitrola incomodava aquela noite. e eu era do contra, preferia uma estação do Uzbequistão, coisa que só vinha a la AM, e as válvulas do rádio deixavam ver um pouco do chão empoeirado. a vitrola, não.
saí da casa. o calor só existia na minha cama. a noite era sempre tão fora de tudo. e nela, pleno berço. caminhei ao redor da casa, percebi que eu poderia sintonizar estação de ruído mínimo. mas era eu quem punha a vitrola.
tornei-me medo de mim. das coisas que queria fazer e não fazia. não, medo das coisas que não fazer e fazia. eu tinha muita vodka, e nenhum gelo, por exemplo. e quantos médicos me proibiram de morrer.
aí voltei e sintonizei a estação. deitei e vi calor laranja das válvulas antigas mostrarem chão imundo. eu deitado. e lá fora da casa era poeirão, mato morto, as estrelas até davam algum sentido. não em mim, por enquanto. mas todas juntas e mortas no berço que eu maquiara como porto-seguro, o rádio, a estação. era a vitrola nem mesmo eu?
saí da casa. o calor só existia na minha cama. a noite era sempre tão fora de tudo. e nela, pleno berço. caminhei ao redor da casa, percebi que eu poderia sintonizar estação de ruído mínimo. mas era eu quem punha a vitrola.
tornei-me medo de mim. das coisas que queria fazer e não fazia. não, medo das coisas que não fazer e fazia. eu tinha muita vodka, e nenhum gelo, por exemplo. e quantos médicos me proibiram de morrer.
aí voltei e sintonizei a estação. deitei e vi calor laranja das válvulas antigas mostrarem chão imundo. eu deitado. e lá fora da casa era poeirão, mato morto, as estrelas até davam algum sentido. não em mim, por enquanto. mas todas juntas e mortas no berço que eu maquiara como porto-seguro, o rádio, a estação. era a vitrola nem mesmo eu?
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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vila na costa beira-mar. impressionado com boa neblina, de verdade uma de reduzir o carro à tartaruga. redizia eu mesmo o perdido, o louco por isolamento. e imaginaria que encontraria a solidão autêntica, em braços de nuvens e rostos animais com cicatrizes e mulheres com cabelos desgrenhados? aí mandei par de ovos, torrada e presunto, cerveja, coisa se quiser conhecer idade do inferno, e o contraste era de foder. eu já gostava dali, eu já queria me afogar no mar, mas tragar um cachimbo com fumo autêntico do porto. um fumo autentico do porto. fumo e afundar. eles até tinham uma sala que servia de biblioteca, com as melhores merdas do mundo. Ei, vocês tem uma biblioteca aqui?, Hahahahahaha. e voltei ao jarro de cerveja que guiara tantos à morte.


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sábado, 31 de janeiro de 2009
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talvez eu me lembre quando quis cabo de laranja interessante a se fazer caneta poética, patética. textos pretensiosos, disparate de qualquer bêbado inexperiente, sem assunto, um humano. e logo pulava pra ela, sexo seguro para bom jorro de gozo. depois, ainda na escalada, livro sendo tocado com a mão cheia do líquido da fração, porque assim que se entretia, olhava para uma mulher que elegia alguma candidata de algo simples que mente percorria e ao mesmo tempo se livrava dos diálogos, aqueles diálogos, bem diálogos, que dum mijo de cão fedia. e recinto se tornava mesmo grande. então conversas, filmes, a europa em comum, os bares nos porões, as boas transas, a cultura, as moedas fortes, o elitismo: todo caminho para chegar à mediocridade do presente (e até nos esquecíamos dos elementos de amargura, que eram tantos). sim, muita.
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sábado, 24 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
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ela não acordava, mas sabia que estava bem. estava bem só enquanto dormia. era a benção do inferno.
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esgandanhada. visão torta, de louca. cena vinha de antes, uma vez que a vi no banco, folhas bem em volta do banco. secas. fazia ritmo. esmagando-as. esmagando outono. pés mais que ágeis, pois fugira esquecendo mundo de merda. era coisa de se escrever.
daí no sábado me chamou prum prurido almoço, escutar vinil e meter na sala. foi normal. fiquei aliviado.
noite chega, acabo de acordar, pois bebo mesmo quando sou visita, e lá nova cena: canto da sala do porta-guarda-chuvas, encostada no latão, numa posição que diabo algum agüentaria. fui separá-la do latão que cortava carne e achei aquilo que viria mesmo a se complicar, e eu apenas a queria íntegra, na sala, quieta como a sala, como o apartamento quieto no bairro quieto, nós silenciados.
logo não teria mais isso.
no sofá, que deitada ela podia, fiquei nível abaixo. rosto ainda desmaiado. eu, ali, guardião da escrava de remédios para o bem-estar mental, com uma capa de cd, fickle pickle, esticando e cheirando minhas memórias, insueto, entre sem saber quando abandoná-la. sem saber que não conseguiria tentar outro apartamento, outra louca.
daí no sábado me chamou prum prurido almoço, escutar vinil e meter na sala. foi normal. fiquei aliviado.
noite chega, acabo de acordar, pois bebo mesmo quando sou visita, e lá nova cena: canto da sala do porta-guarda-chuvas, encostada no latão, numa posição que diabo algum agüentaria. fui separá-la do latão que cortava carne e achei aquilo que viria mesmo a se complicar, e eu apenas a queria íntegra, na sala, quieta como a sala, como o apartamento quieto no bairro quieto, nós silenciados.
logo não teria mais isso.
no sofá, que deitada ela podia, fiquei nível abaixo. rosto ainda desmaiado. eu, ali, guardião da escrava de remédios para o bem-estar mental, com uma capa de cd, fickle pickle, esticando e cheirando minhas memórias, insueto, entre sem saber quando abandoná-la. sem saber que não conseguiria tentar outro apartamento, outra louca.
ela não acordava, mas sabia que estava bem. estava bem só enquanto dormia. era a benção do inferno.
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